Escala de Atividades de Vida Diária de Waisman (EAVD-W) para Adolescentes e Adultos com Transtorno do Desenvolvimento

Os transtornos do desenvolvimento podem ser definidos como um grupo diversificado de condições crônicas devido a deficiências cognitivas e / ou físicas, sendo que a etiologia dos transtornos do desenvolvimento é diversa, geralmente depende do tipo de deficiência e inclui fatores genéticos, fatores nutricionais, infecções, exposições tóxicas, trauma, fatores perinatais e condição multifatorial.

Indivíduos com transtornos do desenvolvimento experimentam uma ampla gama de limitações nas atividades de vida como linguagem, tarefas da vida cotidiana (por exemplo, preparação de alimentos) e na aprendizagem. Essas limitações são influenciadas por uma combinação de fatores, incluindo fatores genéticos, características étnicas, contextos familiares e socioculturais, que podem interagir com as características de um indivíduo. Sendo assim, as atividades de vida diária (AVD) têm sido amplamente utilizadas para entender as limitações dos sujeitos com transtornos do desenvolvimento já que constituem um domínio crítico de comportamento adaptativo, necessário para a execução de comportamentos do cotidiano. Desta forma, instrumentos de baixo custo e de fácil aplicação são necessários para contribuir tanto no aspecto clínico quanto nas pesquisas.

Pensando nisso, Maenner e colaboradores em 2013 desenvolveram a escala “Waisman activities of daily living scale” (W-ADL) para a aplicação em adolescentes e adultos com transtornos do desenvolvimento. No entanto, seu uso é limitado em países que tem como idioma o inglês. Sendo assim, em 2018, nosso grupo de pesquisa publica na Sport Sciences for Health a tradução e adaptação desta escala para o Português.

A versão em português é composta por 15 ou 17 itens sobre atividades da vida diária. Os itens devem ser respondidos em forma de entrevista ao cuidador na qual é pontuada em uma escala do tipo Likert em que: 0 – “Não consegue realizar sozinho”, 1 – “Realiza com ajuda” e 2 – “realiza sozinho / sem ajuda”', de acordo com a capacidade dos indivíduos de realizar a atividade descrita no item. Posteriormente é realizado somatória dos pontos do questionário e, quanto maior o valor do resultado final, mais independente o indivíduo é do seu cuidador e, quanto menor o valor do resultado, mais dependente ele é.

Durante o processo de tradução, consideramos dois itens (5 e 16 da escala original) e ao final duas escalas foram elaboradas. Sendo assim, a escala de 15 itens parece ser mais adequada.